26 set 2016

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O teste da orelhinha ou triagem auditiva neonatal é um exame obrigatório por lei que deve ser realizado em todas as maternidades após o nascimento do bebê. O exame é capaz de identificar se ele possui algum problema auditivo e é feito rapidamente, assim como o teste do pezinho. A fonoaudióloga da Direito de Ouvir, Dra. Andreia Abrahão explica porque o exame é tão importante para garantir o desenvolvimento saudável da criança.

Desde agosto de 2010, a Triagem Auditiva Neonatal passou a ser obrigatória em todas as maternidades. Antes disso, os testes eram realizados apenas em crianças de grupos de risco, como prematuros, crianças com baixo peso, que possuem alguma síndrome ou que tiveram alguma infecção durante seu desenvolvimento na gravidez. Com isso, muito bebes perdiam a oportunidade de terem uma deficiência auditiva diagnosticada precocemente e serem logo encaminhados para tratamento.

Segundo a fonoaudióloga, ouvir bem é essencial para o desenvolvimento da linguagem da criança. Ela explica que a partir do quinto mês de gestação, quando o órgão auditivo já está formado, o bebê é capaz de ouvir os sons de fora da barriga. “Assim quando ele nasce, identifica os sons e principalmente a voz da mãe. Com o passar dos primeiros aninhos de vida, a linguagem se aprimora. Os bebes que têm a deficiência identificada logo após o nascimento, podem ser imediatamente encaminhados para atendimento especializado. A boa notícia é que atualmente há tecnologia para praticamente todos os casos, permitindo que o bebê seja protetizado precocemente e tenha acesso ao som, desenvolvendo sua comunicação de uma forma muito parecida com uma criança ouvinte.”

Rápido e indolor, o exame muitas vezes é realizado enquanto o bebê está dormindo explica a especialista da Direito de Ouvir. “O procedimento é pouco invasivo e os país podem acompanhar. Encostamos na orelha da criança um pequeno fone de ouvido que emite um som de baixa frequência e mede as respostas que são emitidas pela orelha interna da criança”. Quando há diagnostico positivo o bebê é encaminhado para o médico otorrinolaringologista, que irá orientar o melhor tratamento para o problema.

Para a fonoaudióloga, não identificar um déficit auditivo precocemente, além de prejudicar a formação da linguagem, é algo que costuma comprometer o desenvolvimento social e emocional da criança. “Quanto mais tarde o diagnóstico for feito, maiores serão os desafios para a criança transpor, pois terá dificuldades quando chegar a hora de ir para escola e para interagir com a família e com outras crianças”.

escrito por Fernanda
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24 jun 2016

ictericiaMais da metade dos bebês saudáveis fica com a pele amarelada nos primeiros dias depois de nascer. Se isso acontecer com seu bebê, não é preciso se apavorar, mas é preciso falar com o pediatra.

No caso de um bebê nascido depois de 37 semanas de gravidez, dentro de uma semana do início da icterícia (amarelão), a pele deve ficar rosadinha novamente. No caso de prematuros, pode demorar um pouco mais. O ultimo lugar que a icterícia desaparece é da esclera do olho (parte branca).

A icterícia aparece no bebê saudável quando o sangue fica com excesso de uma substância chamada bilirrubina. Os recém-nascidos tendem a ter níveis de bilirrubina mais elevados porque possuem hemácias extras no corpo, e seu fígado ainda não consegue metabolizar o excesso de bilirrubina.

À medida que os níveis de bilirrubina aumentam, o amarelo vai descendo: começa na cabeça, vai para o pescoço, depois chega ao peito. Esse tipo de icterícia neonatal raramente é prejudicial a bebês saudáveis que tenham nascido a termo. Quando a icterícia é grave, normalmente pernas e pés também estão acometidos.

Se é tão normal, porque preocupar? Em casos muito raros, recém-nascidos com icterícia podem sofrer danos neurológicos, mas isso só acontece quando os níveis de bilirrubina ficam extremamente elevados e não é feito o tratamento a tempo.

Se seu bebê estiver com a pele amarelada, o pediatra talvez fará um exame de sangue para medir a concentração de bilirrubina e definir se o tratamento é necessário. A determinação do tratamento depende do dia em que a bilirrubina foi medida, do peso com que o bebê nasceu e do nível detectado, mas o cálculo é feito caso a caso e envolve alguns outros fatores.
O tratamento é feito com fototerapia — o bebê é colocado sob luzes fluorescentes azuis que ajudam a metabolizar a bilirrubina, para que ela seja excretada pelo fígado. A criança é colocada numa espécie de bercinho de luz, sem roupa, com os olhos cobertos por uma máscara protetora.

Quando a icterícia é bem leve, o médico pode indicar apenas um banho de sol de cerca de 15 minutos de manhã e à tarde, antes das 10h e depois das 16h. 

Se você já está em casa com o bebê e está preocupada, faça o seguinte teste: num ambiente bem iluminado, faça uma leve pressão no peito da criança. Se a pele ficar amarelada quando você parar de fazer pressão, fale com o Pediatra ou leve o bebê à maternidade para um exame mais detalhado. Para crianças de pele mais escura, observe se os olhos ou as gengivas estão amarelas.

É importante lembrar que a icterícia passa rápido, na maioria das vezes sozinha, e não deixa nenhum tipo de sequela, exceto em casos gravíssimos. MAS, se tiver dúvidas, fale com o Pediatra ou telefone para o hospital em que deu à luz.

assinatura lorena cópia

 

escrito por Lorena Brzezinski
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