20 maio 2016

DISLEXIA versus TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)
Como lidar com a dificuldade de aprendizado dos nossos filhos? Ir mal na escola ou ter dificuldades não significa que uma criança não goste de estudar. Temos que identificar o problema precocemente, pois existem patologias que são passíveis de tratamento.
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Prejudica de maneira ampla a vida dos portadores, que não conseguem ter foco nas atividades rotineiras. Pode ser diagnosticado a partir dos 3 anos e se manifesta de várias maneiras ao longo da infância.

A Dislexia é um transtorno genético e hereditário da linguagem, que se caracteriza pela dificuldade de “ligar” os sons às letras; um transtorno de aprendizado.
Ambos diagnósticos necessitam de avaliação multidisciplinar e exclusão (realizada por uma equipe formada por psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, neurologista, oftalmologista e otorrinolaringologista).
Quando não diagnosticada e tratada, a TDAH pode trazer sérios prejuízos a curto e longo prazo. Em crianças, é comum a queda no rendimento escolar.

ALERTA PARA ALGUM DESSES SINTOMAS
DISTRAÇÃO
As crianças com TDAH perdem facilmente o foco das atividades.

PERDA DE OBJETOS
Perder coisas necessárias para as tarefas e atividades, é quase uma rotina.

FALTA DE ATENÇÃO NA LIÇÃO ESCOLAR
Impaciente, não consegue manter a atenção por muito tempo.

MOVIMENTACAO CONSTANTE
Traço típico da hiperatividade, é comum que mãos e pés estejam sempre em movimento.

BRINCADEIRAS E PASSEIOS AGITADOS
Existe grande dificuldade em participar de atividades calmas e em silêncio, mesmo quando elas são prazerosas.

FALTA DE PACIÊNCIA
Tendem a ser impulsivas.

DESATENÇÃO
Distraída e sem conseguir prestar atenção na conversa.

IMPULSIVIDADE
A criança com TDAH não tem paciência nem para concluir um pensamento.

Fique de olho no seu filho, ao aparecimento de alguns desses sintomas com certa frequência e em mais de um ambiente (escolar e casa, por exemplo), podem servir como um alerta de que chegou a hora de procurar ajuda profissional.

*Dados adaptados da Sociedade Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) E Sociedade Brasileira de Dislexia (ABD)

escrito por Lorena Brzezinski
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05 nov 2015

 

febre

Durante o quadro febril o corpo manda mais células de defesa para o local da inflamação.

A elevação da temperatura corporal acima dos índices considerados normais é a definição de febre, que quando aparece geralmente causa preocupação. Essa atenção dos pais é importante porque o quadro febril representa um mecanismo de defesa a um agente infeccioso. Por outro lado, o que talvez muitos pais não saibam, é que a febre tem benefícios para as crianças. A febre pode inibir a multiplicação dos micro-organismos que estejam causando infecção e é um sinal de alerta que não deve ser mascarado pelo uso de antitérmicos de forma exagerada. Ao mesmo tempo, na maioria das vezes a febre aparece antes que a infecção esteja instalada e possa ser diagnosticada. Se a criança está com bom estado geral (fora do episódio febril) e não apresenta outros sintomas, normalmente a doença está em estágio de incubação e ainda não é possível ser feito um diagnóstico. Se o exame físico estiver normal, os médicos costumam esperar até 3 dias de febre para pesquisar com exames complementares qual será sua causa.

O recém-nascido pode ter febre se for agasalhado em excesso ou ficar em um ambiente muito quente. Mas nestes casos se realmente houver febre persistente, um pediatra deve ser procurado imediatamente.

A desidratação, que é o resultado da perda de muito líquido pelo organismo, sem reposição, também pode causar febre.

Às vezes, fatores emocionais também podem levar à febre: perda dos pais, viagem dos pais, ida da criança à creche, etc. Nesse caso, a criança só apresenta febre, sem nenhum outro sintoma ou sinal.

A principal causa da febre ainda são as infecções, principalmente as virais, mas também as bacterianas e, nesses casos, geralmente a febre é acompanhada de outros sinais e sintomas.

Consideramos febrícula quando a temperatura varia entre 37.5°C e 37.9°C (ideal não medicar); febre baixa até 38.6°C, e febre alta, acima de 39°C. A febre em si não traz grandes prejuízos à criança. Ela fica mais calada, quieta, sente calor ou frio mas melhora quando a febre passa. Se, mesmo no período que a criança não está febril ela se apresenta prostrada, é um sinal que o pediatra deve ser procurado mais rapidamente.

A convulsão febril, que é uma grande preocupação, aparece geralmente nas primeiras 6 horas do quadro infeccioso. Mais frequente em crianças de 6 meses a 3 anos, essa crise pode aparecer com qualquer temperatura (mesmo mais baixas em crianças susceptíveis), mas para as crianças que já apresentaram este quadro, deve-se manter a temperatura mais baixa, apesar de ser um quadro benigno. Não é um quadro muito comum, apenas 4% das crianças vão apresentar durante os primeiros anos de vida. Quando a convulsão aparece, na grande maioria dos casos, começa junto com o quadro febril, e muitas vezes repete-se em outros quadros. Se a criança apresentar crise convulsiva, a conduta é levá-la rapidamente ao hospital mais próximo.

Nunca se deve administrar antibiótico indicado na farmácia ou por indicação de leigos, porque acham que a criança vai melhorar com essa medicação. O antibiótico é uma das armas mais importantes que a medicina lança mão, mas deve ser usada por indicação e acompanhamento médico. Criança com febre persistente deve ser muito bem examinada e acompanhada, para descobrir a causa da febre e fazer o tratamento adequado.

Enfim, a febre é um ato de defesa do corpo e deve ser acompanhada para saber por que o corpo está precisando produzi-la. Se a criança está bem e sem outros sintomas, os pais podem observar por 2 a 3 dias antes de procurar o pediatra. Se, junto da febre, a criança apresentar manchas pelo corpo, dificuldade para respirar e alteração do estado mental, um serviço de emergência deve ser procurado imediatamente.

assinatura lorena cópia

escrito por Lorena Brzezinski
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