07 out 2016
amigdala
Apesar de ser um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados em crianças, a adenoamigdalectomia- cirurgia para retirada de amígdalas e adenoide- ainda apresenta controvérsias, muitos mitos são propagados gerando muitas dúvidas para os pais.
  A adenoide e as amígdalas são tecidos linfóides, semelhantes ao gânglios das axilas que, quando estão funcionando adequadamente, ajudam na produção de anticorpos e células de defesa. Porém, quando esses tecidos estão hipertrofiados (aumentados) ou inflamam com frequência, eles não trabalham em favor do sistema imune do paciente. Assim, a cirurgia para a sua remoção não diminui a imunidade, pelo contrário, há uma considerável diminuição do número de infecções e do uso de antibióticos após a cirurgia.
  Alguns sinais de alerta devem levar os pais a buscarem uma consulta com um otorrinolaringologista para avaliação especializada:
– nariz entupido com frequência, também acúmulo de muco nasal que ocorre pela dificuldade de drenagem das secreções,
– roncos noturnos constantes,
– infecções repetidas de ouvido, nariz e garganta ( otites, sinusites e amigdalites),
– respiração pela boca diurna e/ou noturna,
– dificuldade de se alimentar ou ganhar peso,
– mal hálito,
– apnéia do sono, (pausas na respiração)
– alteração de voz por aumento de amígdala ou adenoide,
– alteração de oclusão dentária pela respiração oral.
  O distúrbio de sono nas crianças com aumento de amígdalas e adenoide também pode levar a irritabilidade excessiva, sonolência diurna e déficit de atenção.
  Quando operar? Não existe época ideal para a realização da cirurgia. Cada caso deve ser individualizado e após rigorosa avaliação clínica a cirurgia deverá ser indicada a partir do momento que os sintomas estiverem causando prejuízos para o paciente.
  No pós operatório as crianças costumam se recuperar melhor e mais rapidamente do que os adultos. Alguns cuidados deverão ser tomados como dieta liquido-pastosa nos primeiros dias e repouso em casa por 1 semana, evitando brincadeiras agitadas como correr, jogar bola e andar de bicicleta.
  A adenoamigdalectomia, quando bem indicada, passa a ser um divisor de águas na vida do paciente melhorando muito a sua saúde e a sua qualidade de vida.
Texto escrito juntamente com a otorrinolaringologista Dra Fabiani Novaes.
 assinatura lorena cópia
escrito por Lorena Brzezinski
0 Comentários / Compartilhe:
Tags: , ,
24 jun 2016

ictericiaMais da metade dos bebês saudáveis fica com a pele amarelada nos primeiros dias depois de nascer. Se isso acontecer com seu bebê, não é preciso se apavorar, mas é preciso falar com o pediatra.

No caso de um bebê nascido depois de 37 semanas de gravidez, dentro de uma semana do início da icterícia (amarelão), a pele deve ficar rosadinha novamente. No caso de prematuros, pode demorar um pouco mais. O ultimo lugar que a icterícia desaparece é da esclera do olho (parte branca).

A icterícia aparece no bebê saudável quando o sangue fica com excesso de uma substância chamada bilirrubina. Os recém-nascidos tendem a ter níveis de bilirrubina mais elevados porque possuem hemácias extras no corpo, e seu fígado ainda não consegue metabolizar o excesso de bilirrubina.

À medida que os níveis de bilirrubina aumentam, o amarelo vai descendo: começa na cabeça, vai para o pescoço, depois chega ao peito. Esse tipo de icterícia neonatal raramente é prejudicial a bebês saudáveis que tenham nascido a termo. Quando a icterícia é grave, normalmente pernas e pés também estão acometidos.

Se é tão normal, porque preocupar? Em casos muito raros, recém-nascidos com icterícia podem sofrer danos neurológicos, mas isso só acontece quando os níveis de bilirrubina ficam extremamente elevados e não é feito o tratamento a tempo.

Se seu bebê estiver com a pele amarelada, o pediatra talvez fará um exame de sangue para medir a concentração de bilirrubina e definir se o tratamento é necessário. A determinação do tratamento depende do dia em que a bilirrubina foi medida, do peso com que o bebê nasceu e do nível detectado, mas o cálculo é feito caso a caso e envolve alguns outros fatores.
O tratamento é feito com fototerapia — o bebê é colocado sob luzes fluorescentes azuis que ajudam a metabolizar a bilirrubina, para que ela seja excretada pelo fígado. A criança é colocada numa espécie de bercinho de luz, sem roupa, com os olhos cobertos por uma máscara protetora.

Quando a icterícia é bem leve, o médico pode indicar apenas um banho de sol de cerca de 15 minutos de manhã e à tarde, antes das 10h e depois das 16h. 

Se você já está em casa com o bebê e está preocupada, faça o seguinte teste: num ambiente bem iluminado, faça uma leve pressão no peito da criança. Se a pele ficar amarelada quando você parar de fazer pressão, fale com o Pediatra ou leve o bebê à maternidade para um exame mais detalhado. Para crianças de pele mais escura, observe se os olhos ou as gengivas estão amarelas.

É importante lembrar que a icterícia passa rápido, na maioria das vezes sozinha, e não deixa nenhum tipo de sequela, exceto em casos gravíssimos. MAS, se tiver dúvidas, fale com o Pediatra ou telefone para o hospital em que deu à luz.

assinatura lorena cópia

 

escrito por Lorena Brzezinski
0 Comentários / Compartilhe:
Tags: , ,