27 jul 2017

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Ainda estou de licença maternidade, mas já começo a pensar como será para que fiquemos prontos os 4 de manhã sem que haja um caos aqui em casa.  Como faremos para conseguir sair felizes e em harmonia sem conflitos e atrasos, para a escola, creche e trabalho.

Até o meio do ano passado, aqui em casa havia uma “guerra”para conseguir sairmos de casa pela manhã, sem atrasos.  Até que eu parei para observar nossa rotina matinal.

Nós costumávamos deixar a Giovanna vendo tv enquanto nos arrumávamos, para depois arrumá-la. Isso sempre gerava conflitos porque ela não queria interromper seu programa para trocar roupa ou escovar os dentes.

A solução

Passei então a arrumá-la e deixá-la pronta antes mesmo do meu café.  Assim, com ela prontinha, poderia deixá-la vendo seu desenho na tv sem interrompê-la, eliminando o estresse de ter que dar ordens, de ter que me fazer ouvir.

Importante também, foi passar a trocar o canal e colocar num telejornal assim que o desenho acaba quando está perto da hora de sair de casa (se saímos as 7:10, deixo acabar o desenho as 7:00 e mudo antes que comece o seguinte),  pois dessa forma eliminei os pedidos de “espera só acabar esse”, “tá acabando mamãe” e outros do gênero.

Algo que sempre faço também é informá-la de que ela verá só um ou só dois desenhos.  É muito importante que a criança saiba o que virá a seguir na vida dela para que não seja surpreendida.  Se você não costuma fazer isso, tente aí também, você verá que as coisas ficarão mais fáceis quando há esse combinado.

Foi fundamental pra mim observar a movimentação matinal e as objeções que ela me apresentava para me desobedecer pela manhã. Só assim pude perceber como solucionar o conflito e diminuir os desafios do inicio do dia.

Até porque, de que adianta eu ficar martelando na cabeça de uma criança de 4 anos que “vamos nos atrasar” ou que “assim você vai chegar atrasada”? Ela simplesmente desconhece o que vem a ser isso e as suas consequências práticas. Ou seja, ser pontual é uma necessidade minha e não dela (ainda).

Esse espírito observador venho aprendendo com a Clarissa, no Zum Zum de Mães.  Já falei do Zum zum aqui no blog e eu recomendo fortemente a vocês. As inscrições estão encerradas, mas você pode se cadastrar clicando aqui.  Assim você vai receber informações sobre a nova turma em primeira mão e ter acesso para assistir ao conteúdo incrível que a Clarissa disponibiliza no Workshop gratuito.

E você? Como faz para suas manhãs fluírem melhor por aí?  Conta pra gente aqui nos comentários.

escrito por Mãe Coruja
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24 jul 2017

Hoje temos o prazer de ter uma nova convidada para falar da Importância do brincar na infância, a Betina Susskind Kempenich.

Betina é pedagoga, com diversos cursos voltados à educação emocional, familiar, oficinas de aprendizagem, acompanhamento terapêutico e alfabetização. Possui 18 anos de experiência como professora de educação infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental.

Atualmente, ela é proprietária da Malinha Criativa (www.malinhacriativa.com.br), uma nova proposta que visa entreter, acompanhar e estimular cada criança no seu próprio ritmo, na residência ou local onde a criança esteja.

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A importância do brincar na infância

Como é bom brincar… Quem não se lembra das brincadeiras de quando era criança? O futebol de rua, a brincadeira de casinha com a prima em um encontro de família, o pega-pega no recreio da escola… Aquele quebra-cabeça difícil de montar, mas que era um ótimo pretexto para os pais sentarem juntos com seus filhos em uma manhã de domingo!

Até hoje, muitas pessoas acreditam que o brincar é só uma forma de passar o tempo. Mas é muito mais que isso. É por meio do brincar que ocorre o desenvolvimento infantil. Brincando, a criança aprende, com tentativas e erros, a sentir, tocar, experimentar, ver e ouvir o mundo real ao seu redor. Brincando, ela aprende lições, lida com frustrações, regras, e adquire habilidades impossíveis de se obter na frente de um tablet ou de uma televisão.

A brincadeira não só promove o desenvolvimento cognitivo e emocional, como também o desenvolvimento físico. Os pediatras recomendam pelo menos uma hora de atividade física todos os dias. Claro que existe a natação, o balé, etc.. Mas por que não correr em um parque, subir em uma árvore, pular corda, andar de bicicleta,… Enfim, pular, se sujar, cantar, ser feliz! Esse é o bom de ser criança!

A brincadeira na infância promove algo muito importante para o futuro de cada criança: a construção da memória afetiva que permanece até a vida adulta. Aquela saudade que bate quando olhamos nossos filhos brincarem na casa da avó, na rua onde nascemos, na praia onde fizemos tantos castelinhos e – por que não? – o cheiro de bolo de chocolate e a meleca divertida de se raspar o tacho!

As habilidades sociais também são construídas por meio da brincadeira. As crianças que mais brincam são mais propensas a falar com outras crianças, a aumentar o repertório, criar novas brincadeiras juntas e formar novas amizades, enquanto tão se divertindo e compartilhando experiências. Essas interações são ótimas para vencer a timidez, desenvolver as habilidades sociais e construir sua autoconfiança.

Brincar não é perda de tempo! Brincar na infância constrói o indivíduo para o futuro. Brincar faz bem! Brincar não requer o último lançamento da loja de brinquedos, brincar requer ser criança… e ser feliz!

 

escrito por Betina Susskind Kempenich
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