06 jul 2016

afetoSó de lembrar das coisas da infância já enche a gente de sentimentos, não é. E confesso de coração que torço para que sejam sentimentos bons!

Então a proposta de hoje é falar dela, a poderosa memória! Mas farei uma distorção e falarei hoje só de um pedacinho dela, as memórias afetivas.

Com a inundação fantástica de reflexões que o filme-documetário O Começo da Vida promove, temos evocar as nossas memórias afetivas.

Afeto construímos sentindo e não pensando, não é? Mas para entendermos um sentimento, recrutamos o nosso repertório já existente para (de)codificá-lo de alguma forma e ver se aquilo que sentimos faz sentido.

Mas rebobinando a fita, tem algo que ocorre até mesmo antes que possamos sentir, interpretar e pensar sobre nossos sentimentos/emoções.
Essas são as sensações físicas.

Pause!

Agora pega e dá um rewind até os momentos mais primevos do seu pequeno para acompanhar comigo.
Lá no começo as sensações físicas que tinham muito possivelmente traziam repertórios limitados de emoções, algo como emoção boa = estou confortável; emoção ruim = estou desconfortável.
Conforme as experiência que tinham aconteciam, isso acumulava conteúdo e eles podiam discriminar cada vez mais as emoções.

Com o tempo eles sorriem, riem e gargalham de forma cada vez mais discriminada; ou ficam tristes e com raiva de formas diferentes.
Foi o contato que os auxiliou a discriminar isso. E isso é fundamental para que possamos funcionar, socialmente falando.

Em outras palavras e dando agora um foward para os nossos momentos atuais, até sentirmos como sentimos hoje, acumulamos várias formas de interpretações de sensações, várias codificações emocionais para o evento que vivemos hoje.
Mas, embasado e muito naquelas memórias afetivas do passado. Isso foi a base do post do Apego.
E como já falamos em outro post anterior, na faxinada cerebral e descarte de lembranças, estas memórias emocionais ficam muito enraigadas.

Bem, mas com esta consideração chegamos a um ponto fundamental: aprendemos a interpretar e lidar com emoções em função do que vivenciados, do que nos ensinaram.

Você, na sua parentalidade ativa, TEM que refletir sobre isso!

E para fechar evocando sentimentos bons, lembre que dar atenção à uma criança que vem lhe mostrar algo que fez toda feliz, é, no mínimo, ensiná-la a começar a valorizar o afeto positivo nas pequenas coisas. E esse é um dos grandes ensinamentos que gostaria de deixar para as fitas que apertarem o rec a partir de mim!

Stop!

assinatura danielle

escrito por Danielle Rossini Dib
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04 jul 2016
Foto: Amanda Costa

Foto: Amanda Costa

Hoje estava atualizando minha leitura de revistas semanais e me deparei com uma pesquisa que concluiu algo que me causou muita surpresa: excesso de ácido fólico na gravidez dobra risco de autismo.

Trago a matéria da Revista Veja de 13 de maio de 2016 para que vocês entendam.

Excesso de ácido fólico na gestação pode aumentar em até duas vezes o risco de autismo na criança. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, apresentado nesta sexta-feira durante o Encontro Internacional para Pesquisa sobre Autismo de 2016, em Baltimore.

A ingestão de folato – uma vitamina B, encontrada em alimentos como brócolis, feijão e tomate – ou de ácido fólico – sua versão sintética – é aconselhada por especialistas principalmente no primeiro trimestre da gravidez, pois a substância estimula o desenvolvimento neurológico do feto. Entretanto, no novo estudo, os cientistas encontraram níveis de folato quatro vezes mais altos do que o adequado nas mães de crianças com autismo logo após darem à luz. Esse excesso foi relacionado ao transtorno.

Sabe-se que ingestão dessa vitamina pode reduzir em até 75% o risco de má formação no tubo neural do feto, o que previne diversos problemas neurológicos, como anencefalia, paralisia de membros inferiores, incontinência urinária e intestinal, retardo mental e dificuldades de aprendizagem. As autoridades de saúde dos Estados Unidos e o Conselho Federal de Medicina (CFM) no Brasil recomendam a ingestão de 400 microgramas por dia da substância neste período da gestação.

“A suplementação adequada é protetora: isso ainda é o caso com o ácido fólico e o folato em geral. Sabemos há muito tempo que a deficiência de folato em mulheres grávidas é prejudicial para o desenvolvimento dos filhos, mas o que esse novo estudo nos diz é que quantidades excessivas também podem causar danos. Nós devemos buscar níveis ideais deste importante nutriente”, disse Daniele Fallin, uma das autoras do estudo.

escrito por Fernanda
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